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29/10/2014: Executivo prevê iniciar estudos de empregabilidade em 2015

Executivo prevê iniciar estudos de empregabilidade em 2015

Luanda - O Executivo angolano prevê, para o próximo ano (2015), dar o início ao estudo de formação e empregabilidade, que vai permitir a obtenção de informação relevante para adequação da oferta formativa ao mercado do emprego, informou nesta (terça-feira), em Luanda, o ministro da Economia Abrahão Gourgel.

De acordo com o governante, que falava num encontro que juntou representantes do sector empresarial Público e Privado, a realização do estudo só terá sucesso com a participação das instituições de formação e empregadoras.

Garantiu que o governo está a trabalhar na definição dos perfis e das saídas profissionais, numa perspectiva de estruturação do sistema nacional de qualificações, como instrumento para o sistema de formação profissional e todos os ramos.

Para o efeito, disse que a aprovação de projectos estruturantes públicos ou privados incluem, como requisito, informação sobre as necessidades de quadros técnicos profissionais, bem como a geração de empregos directos e indirectos.

Afirmou que o país tem em curso reformas profundas que visam melhorar o ambiente de negócio, o quadro legal, institucional, a diversificação da economia, bem como o suporte aos empreendedores nacionais e a produção interna.

Segundo o ministro, com a melhoria do quadro legal, o governo quer apoiar o desenvolvimento e a consolidação do sector privado angolano, como principal objecto da sua estratégia do desenvolvimento nacional.

“As três principais iniciativas para melhorar o ambientem de negócio e o clima de investimentos, são os programas de burocracia e simplificação dos processos administrativos e actualização da lei do investimento privado”, disse o titular da pasta da economia.

Sublinhou que o Executivo angolano tem um compromisso perante a sociedade, no que diz respeito à formação e capacitação de quadros, como resposta às necessidades de qualificação e de competências que viabilizem o desenvolvimento sustentável da economia do país e a inserção competitiva a nível internacional.

Disse que o Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ) é o principal instrumento de concretização da estratégia nacional de formação de quadros e representa uma resposta objectiva para atender ao desafio de qualificar mais angolanos.

Segundo o governante, o desafio de qualificar os angolanos deve merecer a participação de todos os actores da sociedade, em particular, do sector empresarial, tendo em vista a enorme demanda de recursos humanos altamente qualificados que se verifica.

Na qualidade de membro da Comissão Interministerial para a Implementação do Plano Nacional de Formação de Quadros, o Ministério da Economia criou condições para responder às necessidades de promoção, formação para o empreendedorismo e desenvolvimento empresarial.

Segundo Abrahão Gourgel, o Ministério da Economia, através do Instituto de Formação do Sector Empresarial, está receptivo a estudar propostas de criação de incentivos fiscais e financeiros para as empresas.

O governante referia-se às empresas que criam condições para a realização de estágios profissionais, bem como as que assegurem a participação dos seus quadros no programa de formação.

O encontro é sequência de outros já realizados pela Unidade Técnica de Gestão do Plano Nacional de Formação de Quadros e tem a participação da Comissão Inter-Ministerial e a coordenação da Casa Civil do Presidente da República.

A iniciativa visa mobilizar os implementadores e empregadores para melhorar a eficácia e qualidade da implementação do programa.