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09/10/2014: França quer cooperação mais diversificada

França quer cooperação mais diversificada

Luanda - O embaixador da França em Angola, Jean-Claude Moyret, manifestou nesta quinta-feira, em Luanda, o desejo daquele país de diversificar a cooperação com Angola, alargando-a a outros sectores da economia.

"Nosso desejo é ficar mais presente fora do sector petrolífero. Temos uma dupla vontade de diversificação económica", expressou o diplomata à imprensa, à saída de uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Jean-Claude Moyret não especificou novas áreas concretas para o alargamento da cooperação, mas sublinhou o interesse dos países em trabalharem na consolidação da cooperação não petrolífera.

Considerou boas as relações de cooperação entre Angola e a França e disse estarem ultrapassados os problemas que dificultavam esse intercâmbio.

"Estamos numa nova etapa. Não podemos esconder que tivemos um período de resfrio que durou muito. Temos a lamentar essa perda de tempo. Os dois  Presidentes decidiram virar a página e olhar para o futuro", comentou o diplomata francês.

Referiu que essa nova era de cooperação deve-se muito à recente visita do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a França, que definiu  uma nova agenda de trabalho, positiva e regular.

Disse, por outro lado, que o seu país encara com "bons olhos" a candidatura de Angola a membro não permanente da ONU, sublinhando que os recentes  acontecimentos políticos em África chamaram muita atenção às autoridades francesas.

"Olhamos de maneira muito positiva, porque o que passou nos últimos anos no Continente  Africano chamou muita atenção. Temos crises antigas, como na Região dos Grandes Lagos e mais recentes, como na RCA", expressou.

Ressaltou que nos dois casos desta gritante crise Político -humanitária tem havido uma forte vontade de Angola em ajudar a solucionar, contribuindo  para a manutenção da paz, daí tornar esse país lusófono "num parceiro privilegiado no Continente Africano e fora de África.

"Na cultura de negociação e busca de soluções de saída de crise, Angola conheceu um período terrível da sua história e a saída de um período de crise. Essa é uma experiência muito positiva para resolver os problemas do Mundo", vincou.