News & Announcements

30/09/2014: Ministro considera positiva participação nos debates da Assembleia-Geral da ONU

Ministro considera positiva participação nos debates da Assembleia-Geral da ONU

Nova Iorque (Dos enviados especiais) - O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, considerou nesta segunda-feira, em Nova Iorque, positiva a participação da delegação angolana a 69ª sessão de debates da Assembleia-Geral da ONU, chefiada pelo Vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

Em declarações à imprensa, o ministro disse que, no domínio do ambiente, os estados assumiram alguns engajamentos relativamente ao futuro, através de políticas mais sensatas e equilibradas para a sua protecção.

Salientou a participação neste encontro da ministra do Ambiente, Fátima Jardim, bem como as intervenções do país.

Já em relação ao debate geral, acrescentou que houve uma grande participação na abordagem sobre alguns problemas relativos ao estado actual da paz mundial.

Neste contexto, acrescentou que, em relação à situação no Médio Oriente, Norte de África e Ucrânia verificou-se uma convergência de pontos com vista o alcance da paz, apesar de certas divergências sobre os caminhos a seguir.

De acordo com o ministro Georges Chikoti, foi no caso da Ucrânia onde notou-se uma diferença muito nítida entre as posições dos EUA e da Rússia, mas também relativamente à coligação contra o terrorismo islâmico.

Em relação à coligação de países que querem lutar contra este terrorismo islâmico, há outros que estão cépticos no que concerne à forma de actuar pelo facto de alguns dos Estados que hoje estão nela terem primeiro financiado estes terroristas para poderem desarticular um  país membro das Nações Unidas e hoje há a necessidade de combater este mesmo terrorismo.

"Como fazer para se articular porque muitos deles financiaram este terrorismo, mas há também aqueles que não financiaram este terrorismo, embora haja esta vontade de se querer fazer o bem, disse.

Georges Chikoti disse ser também esta a posição do país, uma vez que existe um governo legítimo na Síria que tem de ser reconhecido.

"No entanto todos estão de acordo quanto ao combate ao terrorismo. O que podemos dizer é que o mundo está de acordo que se combata ao terrorismo, isto é um problema que afecta a África", ressaltou.

De acordo com o ministro, o continente tem uma ideia de como combatê-lo e os seus estados já estão envolvidos nesta guerra.

"Notou-se também uma grande solidariedade relativamente às grandes manifestações do terrorismo islâmico, tanto na Nigéria, Mali ou Somália. A problemática é complexa", argumentou.

Verificou-se, durante este Assembleia Geral, que o mundo vive alguma tensão, porque há divergências entre estes dois principais países do Conselho de Segurança, que são a Federação Russa e os EUA, embora haja uma vontade colectiva de se querer acabar com o terrorismo.

No entanto há uma grande vontade para se querer acabar com o terrorismo e ir para um mundo cada vez mais pacífico e é neste contexto que enquadra a concorrência de Angola para um lugar não-permanente no Conselho de Segurança da ONU.

"Vamos viver um momento difícil, mas a vontade de Angola de demonstrar que o país quer participar na construção da paz, na construção de um mundo cada vez mais estável, bem como de reformas no sistema das Nações Unidas, particularmente o Conselho de Segurança, parque haja uma participação activa e efectiva de mais um país africano no seio deste organismo", explicou.