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10/09/2014: Estado angolano reconhece sector da energia como factor de desenvolvimento

Estado angolano reconhece sector da energia como factor de desenvolvimento

Luanda - O Estado angolano reconhece a energia como um factor de desenvolvimento presente em todas as actividades humanas e que a continuidade do seu fornecimento é essencial para a estabilidade económica e social das economias modernas, defendeu em Luanda, o ministro angolano do sector, João Baptista Borges.

De acordo com o ministro, que falava no primeiro dia da Feira Internacional de Electricidade, que Angola organiza, a segurança energética constitui uma componente importante nas políticas energéticas nacionais, devendo a mesma ser universal para o benefício das populações ricas e pobres.

Acrescentou que em Angola, estão em curso profundas transformações no sector energético nacional através do reforço das suas capacidades, das suas infra-estruturas, estabelecendo as principais orientações estratégicas para o sector, em especial os sub-sectores de energia como do petróleo e gás, redefinindo o modelo institucional.

"No quadro da reestruturação do sector em curso no país, ao Ministério da Energia e das Águas lhe conferirá definir políticas e estratégias para o instituto regulador do sector eléctrico e para a agência reguladora de energia atómica, assim como as competências em matérias de regulação das três novas empresas públicas que vão ser criadas, como a rede nacional de transportes, cordel e a empresa nacional de distribuição de electricidade", afirmou.

Disse que as empresas públicas, a serem criadas, cada uma ficará com a responsabilidade da gestão das áreas de produção, transporte e da distribuição da energia.

Segundo o ministro, com os projectos em curso no domínio da produção, como ampliação da barragem do Cambambe, a construção da barragem do Lauca e da central do ciclo combinado do Soyo, espera-se em 2017 atingir cinco vezes mais a capacidade instalada actualmente e em 2025 atingir nove vezes a capacidade já existente.

No domínio dos transportes, serão construídos no país até 2025 mais de dois mil e 500 quilómetros de linhas e subestações, bem como as interligações regionais.

Para a distribuição, está em curso a reabilitação e expansão da rede de distribuição e electrificação de mais de 600 mil domicílios até 2017 e 1.5 milhões até 2025.

Disse que Angola está a trabalhar no sentido de interligar a sua rede interna, com vista a realizar a inter-conexão com a República Democrática do Congo, ao norte, a Zâmbia, no Leste, e a Namíbia, no Sul.

O primeiro dia da Feira Internacional de Electricidade abriu em simultâneo com o 18º Congresso da Associação das Sociedades de Electricidade de África (ASEA), em que participam cerca de 500 membros do continente.