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13/05/2014: INE confirma condições para arranque do Censo 2014

INE confirma condições para arranque do Censo 2014

Luanda - O Instituto Nacional de Estatística (INE) tem as condições técnicas criadas para o arranque no país do Censo 2014, uma contagem da população e habitação cujo inicio está marcado para 16 de Maio em curso e que visa actualizar a informação sobre as principais características demográficas e socioeconómicas da população.

A confirmação foi feita hoje (terça-feira) pelo director geral do INE, Camilo Ceita, em declarações exclusivas à Angop, tendo garantido que tecnicamente o nível de preparação ronda na ordem de 95 porcento.

"Estamos a adequar algum material, sobretudo em Luanda. Essa terça-feira (13) chegou algum material por via aérea que deverá ser distribuído para todas as comunas de Luanda", frisou.

Disse que entre o referido material estão os questionários sobre as instituições colectivas (hotéis, hospitais e os casos especiais). "Estamos prontos, mas como sabe pode haver um ou outro constrangimento de última hora que temos sempre de responder", explicou.

Camilo Ceita, que também é o coordenador do Gabinete Central do Censo, informou que um total de 105 mil pessoas estão mobilizadas para o processo censitário, incluindo agentes de campo (78 mil), organização, grupos técnicos, bem como equipas técnicas executivas ao nível dos bairros e aldeias.

"Esse número (105 mil) vai trabalhar com o INE até finais de Maio, reduzindo depois para 20 mil pessoas que deverão laborar connosco mais um mês e meio depois da recolha de 31 de Maio", deu a conhecer.

Os grupos técnicos, prosseguiu, já estão criados a nível das províncias, municípios e comunas. "Temos a comissão técnica constituída, incluindo o pessoal das subcomissões e os supervisores nacionais".

Estimou em 20 biliões de kwanzas o orçamento total da realização do censo e destacou a parceria com o Banco de Poupança e Crédito (BPC) na organização do valor financeiro destinado às merendas dos agentes de campo.

"Para essa operação (Censo) cada agente envolvido  deverá receber uma diária de mil kwanzas, que perfaz uma quantia na ordem dos 20 mil milhões de kwanzas", salientou.

Quanto ao recenseamento de cidadãos estrangeiros, disse que estão incluídos no processo porque o Executivo e a sociedade esperam dados sobre a emigração, além do Governo na sua planificação ter a necessidade de saber quantos expatriados estão em Angola, onde é que estão e o que fazem.

Esclareceu que em qualquer recenseamento, os residentes é que são recenseados independentemente de serem nacionais ou não. "Não estamos a falar simplesmente dos angolanos. O estrangeiro também consome. Esse processo destina-se a todos que estiverem no país no momento censitário".

Considerou fundamental que todos recebam o censo como uma festa e permitam que os agentes de campos tenham o acesso facilitado aos locais de residência dos recenseados.

O Instituto Nacional de Estatística de Angola realiza de 16 a 31 deste mês   o primeiro Censo Geral da População e Habitação pós-independência, uma operação que vai abranger 556 comunas do país.

O último censo em Angola foi realizado em 1970, cinco anos antes da independência a 11 de Novembro de 1975, tendo sido registadas 5,6 milhões de pessoas.

A actual população de Angola está estimada em 21 milhões de habitantes.