News & Announcements

09/05/2014: Angola e China têm concertado posições nas instituições internacionais

Angola e China têm concertado posições nas instituições internacionais

Luanda - O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, revelou nesta sexta-feira, em Luanda, que Angola e a China têm concertado regularmente as suas posições, quer no quadro da Comissão das Nações Unidas dos Direitos Humanos, quanto do Sistema da ONU em geral.

"Defendemos pontos de vista semelhantes nas questões mais importantes que preocupam a comunidade internacional, que tem a ver com a segurança, paz, entendimento entre as nações, cooperação e, sobretudo no que tange à reforma das Nações Unidas, o seu Conselho de Segurança, onde Angola defende a posição africana e apoiada pela China", precisou.

José Eduardo dos Santos teceu estas considerações quando respondia a uma questão colocada por um jornalista chinês sobre a posição de Angola nas relações com a China no plano internacional e bilateral, na conferência de imprensa conjunta realizada no jardim do Palácio Presidencial da Cidade Alta, no quadro da visita do primeiro-ministro chinês.

Em relação ao continente africano, José Eduardo dos Santos afirmou que a China tem apoiado os esforços de Angola na presidência da Comissão Internacional para os Grandes Lagos, cujo objectivo é combater as forças negativas e auxiliar o Governo da República Democrático do Congo (RDC).

Para o estadista angolano, combater as forças negativas significa combater a desestabilização das forças rebeldes, promover a integração dos ex-militares na vida civil e o retorno dos refugiados, assim como a instalação da administração local nas regiões do Leste da RDC.

"Significa também melhorar as relações de boa vizinhança e de cooperação entre o Ruanda e a RDC, aprofundar a confiança entre os chefes e quadros no âmbito das relações bilaterais, e depois promover o desenvolvimento económico regional, estabelecendo parcerias, no sentido de afastar todos aqueles que se dedicam a pilhagem dos recursos daquela região", precisou.

Sublinhou que nas outras regiões de África, a China continuará a apoiar os esforços de Angola e de outros países da região, no sentido de garantir a estabilidade na República Centro Africano (RCA), reorganizar as instituições do Estado para que possam cumprir com o seu papel de administrar o país, e garantir as condições de segurança para o desenvolvimento económico e social, assim como no Sudão.

"É evidente que a fórmula que preconizamos para a resolução desses conflitos é pela via do diálogo, estabelecer as bases da reconciliação nacional e a definição dos processos de transição que conduzam a realização de eleições democráticas e livres, para que, através dos quais, surjam governos legítimos que tenham o apoio das populações", realçou.

"Como superpotência mundial e membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas", prosseguiu, "a China tem um campo de manobra maior que Angola no plano das relações internacionais, e tem maior influência e instrumentos de acção que Angola, que ainda se encontra na condição de país emergente", disse José Eduardo dos Santos.

Lembrou que Angola, que está a candidatar-se a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o período entre 2015 e 2016, tem apoiado os esforços da República Popular da China, considerando que a sua política tem sido bastante construtiva quanto à promoção da paz e segurança no mundo.

Realçou que nas zonas bastante tensas de conflito, como o caso da Síria, Ucrânia e outros países, a China tem procurado desempenhar um papel bastante equilibrado na aproximação das partes, com vista a encontrar soluções que preservem a paz, a estabilidade e a segurança no mundo.

"Essa política construtiva da China, a favor da paz, do entendimento entre as nações e do desenvolvimento económico e social, através das instituições internacionais como o FMI, o Banco Mundial e, sobretudo, as Nações Unidas, tem o apoio da República de Angola", vincou o Chefe de Estado angolano, concluindo que o país tem pautado a sua conduta pela solidariedade recíproca.