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12/04/2014: EUA: Mercado de capitais emergentes de Angola em análise em Washington

EUA: Mercado de capitais emergentes de Angola em análise em Washington

Washington - Uma conferência sobre o mercado de capitais emergentes em Angola foi realizada nesta quinta-feira em Washington, à margem das reuniões de Primavera do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem desde o dia 08 deste mês.

De acordo com uma nota de imprensa da embaixada de Angola em Washington, chegada hoje à Angop, foram oradores principais no painél de discussão do evento, realizado no Centro para África do Atlantic Council, um dos maiores "Think Thank dos EUA cuja ênfase está voltada para o continente, Ricardo de Abreu, vice-governador do Banco Nacional de Angola e Vera dos Santos Daves, administradora Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

Ao intervir, o vice-governador do BNA, definiu o cenário vigente, fornecendo dados sobre a situação económica actual de Angola. O prelector fez um resumo das mudanças refutatórias no país, visando a estabilidade do sistema financeiro nacional.

"O Banco Nacional de Angola, introduziu regulamentos que são muito importantes para a economia nacional", disse Ricardo de Abreu ao iniciar a sua apresentação, enfatizando estar a acontecer no país uma grande transformação sendo esta, uma fase de implementação das regulações que constitui sempre um desafio que não está dissociado das pessoas e consequentemente da sua cultura, pois o país está no processo de actualização da legislação sobre as instituições financeiras e empresas.

"As reformas introduzidas no sistema bancário nacional, referem-se à política de acompanhamento (monitoring policy) dos recentes desenvolvimentos na economia angolana e ao novo quadro de operações realizadas no BNA", disse.

"Angola que caminha em direcção à sustentabilidade em todos os domínios, está a ajustar o seu sistema financeiro e neste processo estão envolvidos 98% dos bancos, assim como as companhias que estão reguladas. O objectivo da mudança no quadro de monitoria no país, permitiu realizar a implementação da regulação dos operadores do sector petrolífero e seus intervenientes no sentido da melhoria do seu desempenho", fez notar Ricardo de Abreu, acrescentando que a economia Angolana está a tornar-se cada vez mais complexa, com mais actores, o que faz com que o sector privado tenha um importante papel a desempenhar.

A economia de Angola abre novas janelas de oportunidade, continua a promover elementos ligados ao desenvolvimento das infra-estruturas e investimento privado visando a sua diversificação, concluiu.

Por sua vez, a administradora da Comissão de Mercados de Capitais, Vera Daves abordou o papel da instituição e a projecção para a abertura da Bolsa de Valores de Angola (BODIVA).

"Trabalhámos com base em duas leis ligadas a fundos mútuos, mercados regulatórios e à divida pública de segurança", asseverou a administradora executiva.

Durante a sua intervenção falou da BODIVA uma instituição ligada à Comissão do mercado de Capitais, uma entidade gestora que tem a responsabilidade de assegurar a transparência, eficiência e segurança das transacções nos mercados regulamentados, estimulando a participação de pequenos investidores e a concorrência entre todos os operadores.

A apresentação de Vera Daves consubstanciou-se, em linhas gerais, na abordagem em torno dos objectivos gerais do Governo face ao mercado de capitais, princípios e objectivos da IOSCO, bem como o plano estratégico e de acção do órgão de supervisão da Comissão do Mercado de Capitais.

Em suma, no evento estiveram em discussão as oportunidades e os riscos envolvidos nas reformas financeiras que ocorrem no país, numa altura em que se definem as forças nacionais e internacionais que podem trazer um novo dinamismo à economia angolana, momento oportuno para líderes empresariais, especialistas e formuladores de políticas governamentais avaliarem essa transição significativa no mercado de capitais Angolano.

O mesmo contou com a participação de várias autoridades locais, nomeadamente do Departamento de Estado dos EUA, investidores, membros do conselho executivo da Câmara de Comércio EUA/Angola, Representação Comercial de Angola nos EUA assim como do Ministério das Finanças, integrantes da delegação angolana às reuniões de Primavera das organizações de Bretton Woods (BM/FMI) e diplomatas da Embaixada de Angola nos EUA.

Segundo maior produtor de petróleo de África, a República de Angola, que se reconstruiu rapidamente desde o fim da guerra civil em 2002, é hoje uma das economias de mais rápido crescimento do continente.

O país está em processo de aprovação de leis que regulam os mercados de acções e títulos de dívida, abrindo o caminho para a abertura de um mercado secundário da dívida e, de acordo com os planos anunciados pelo Governo, uma bolsa de valores.