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12/04/2014: Mulheres angolanas exaltadas como guerreiras e heroínas

Mulheres angolanas exaltadas como guerreiras e heroínas

Luanda - A Primeira Dama da República, Ana Paula dos Santos, considerou nesta sexta-feira, em Luanda, a mulher angolana como guerreira e heroína, disposta a lutar pelo bem estar da família e do país .

Ao falar à imprensa à margem do encontro regional da Internacional Socialista de Mulheres, disse que as mulheres angolanas são herdeiras da força da Rainha Nginga, e possuem objectivos concretos em prol da Nação.

Ana Paula dos Santos parabenizou as mulheres rurais pelo árduo trabalho que têm realizado para alcançar resultados positivos no que toca à agricultura.

" É notável um crescimento neste ramo (agricultura) e devemos agradecé-las bastante, porque a vida de uma mulher camponesa não é fácil, mas mesmo assim têm conquistado um poderio e lugar dentro da sociedade", referiu .

Para a primeira Dama, neste encontro  sairão soluções e propostas para diversos problemas, sendo o mesmo um momento de reflexão  para temas actuais como a luta contra a pobreza e a violência doméstica.

Para si, os dois temas carecem de grandes análises e acredita que vão  levar tempo para a sua eliminação, mas que com esforço de todos este flagelo sera diminuido.

Já a secretaria geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Luzia Inglês Van-dúnem, disse que a Internacional Socialistas de Mulheres(ISM) deve continuar a traçar estratégias de paz, igualdade e desenvolvimento e defender os direitos das mulheres para que elas continuem com afinco e dedicação a prestar a sua digna contribuição no engrandecimento do país .

Segundo a responsável, o Governo de  Angola tem procurado responder aos anseios das mulheres, no que respeita às oportunidades , segurança , emprego e ao respeito pelos seus direitos , pois  constituem 52 porcento da população, enquanto 24 porcento das famílias são chefiadas por elas.

" A reflexão de questões como a educação e formação, violência doméstica, erradicação da pobreza leva-nos a criar estratégias integradas e dar passos sólidos e seguros em busca de soluções para o cumprimento dos objectivos do milénio" concluiu.

Fez saber que a OMA tem evidenciado desde a sua fundação em 1962, a relevante contribuição da mulher na defesa das liberdades e dos direitos civis, económicos, políticos, sociais e culturais do povo angolano.

O encontro termina sábado e conta com a presença de várias representantes internacionais .