Press Release

11/04/2014: MERCADO DE CAPITAIS EMERGENTES DE ANGOLA EM ANÁLISE EM WASHINGTON

MERCADO DE CAPITAIS EMERGENTES DE ANGOLA EM ANÃLISE EM WASHINGTON
Realizou-se na manhã de quinta-feira (10), à margem das reuniões de Primavera do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorrem desde 8 a 13 de Abril do corrente, uma conferência onde foi feita uma abordagem sobre o mercado de capitais emergentes de Angola.

 

Foram oradores principais no painél de discussão do evento, realizado no Centro para África do Atlantic Council, um dos maiores Think Thank dos EUA cuja ênfase está voltada para o continente, Ricardo de Abreu, vice-governador do Banco Nacional de Angola e Vera dos Santos Daves, Directora Executiva, membro do Conselho de Directores da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

No evento moderado por Brian Anderson, vice-presidente do Atlantic Council, foi igualmente panelista Maureen Harrington, Chefe do Grupo Internacional de Desenvolvimento do Standard Bank, que na região Austral, tem a sua sede na África do Sul, tendo manifestado o interesse de operar em .Angola.  Hamilton Costa, representante da ANIP  nos EUA, Jeannine Scott, Presidente da Câmara de  Comércio dos EUA/Angola e J. Peter Pham, Director do Centro para África do Atlantic Council deram as boas vindas aos participantes.

Na sua intervenção, o vice-governador do BNA, definiu o cenário vigente, fornecendo dados sobre a situação económica actual de Angola. O prelector  fez um resumo das mudanças regulatórias no país, visando a estabilidade do sistema financeiro nacional.

"O Banco Nacional de Angola, introduziu regulamentos que são muito importantes para a economia nacional, disse Ricardo de Abreu ao iniciar a sua apresentação, enfatizando que no país está a acontecer uma grande transformação sendo esta, uma fase de implementação das regulações que constitui sempre um desafio que não está dissociado das pessoas e consequentemente da sua cultura.

"As reformas introduzidas no sistema bancário nacional, referem-se á política de acompanhamento (monitoring policy) dos recentes desenvolvimentos na economia Angolana e ao novo quadro de operações realizadas no BNA, disse.

"Angola que caminha em direcção à sustentabilidade em todos os domínios, está a ajustar o seu sistema financeiro e neste processo estão envolvidos 98% dos bancos assim como as companhias que estão reguladas. O objectivo da mudança no quadro de monitoria no país, permitiu realizar a implementação da regulação dos operadores do sector petrolífero e seus intervenientes no sentido da melhoria do seu desempenho", fez notar Ricardo de Abreu, acrescentando que a economia Angolana está a tornar-se cada vez mais complexa, com mais actores, o que faz com que o sector privado tenha um importante papel a desempenhar.

A economia de Angola abre novas janelas de oportunidade, continua a promover elementos ligados ao desenvolvimento das infra-estruturas e investimento privado visando a sua diversificação, rematou.

Vera Daves abordou o papel da CMC e a projecção para a abertura da Bolsa de Valores de Angola (BODIVA).."Trabalhámos com base em duas leis ligadas a fundos mútuos, mercados regulatórios e à divida pública de segurança", asseverou a directora executiva, membro do Conselho de Directores da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), que durante a sua intervenção falou da BODIVA e SEVAMA, duas instituições ligadas à Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

A apresentação de Vera dos Santos Daves, consubstanciou-se em linhas gerais, na abordagem em torno dos objectivos gerais do Governo face ao mercado de capitais, princípios e objectivos da IOSCO, bem como o plano estratégico e de acção do órgão de supervisão da Comissão do Mercado de Capitais, a CMC.

Em suma, no evento estiveram em discussão as oportunidades e os riscos envolvidos nas reformas financeiras que ocorrem no nosso país, numa altura em que se definem as forças nacionais e internacionais que podem trazer um novo dinamismo à economia Angolana, momento oportuno para líderes empresariais, especialistas e formuladores de políticas governamentais avaliarem essa transição significativa no mercado de capitais Angolano.

O mesmo contou com a participação de várias autoridades locais, nomeadamente do Departamento de Estado dos EUA, investidores, membros do conselho executivo da Câmara de Comércio EUA/Angola, Representação Comercial de Angola nos EUA assim como do Ministério das Finanças, integrantes da delegação do nosso país às reuniões de Primavera das organizações de Bretton Woods (BM/FMI) e diplomatas da Embaixada de Angola nos EUA.

Segundo maior produtor de petróleo de África, a República de Angola que  se reconstruiu rapidamente desde o fim da guerra civil em 2002, é hoje uma das economias de mais rápido crescimento do continente. O país está em processo de aprovação de leis que regulam os mercados de acções e títulos de dívida, abrindo o caminho para a abertura de um mercado secundário da dívida e, de acordo com os planos anunciados pelo Governo, uma bolsa de valores. O nosso país está também no processo de actualizar a legislação sobre as instituições financeiras e empresas.

O desenvolvimento económico de Angola é de grande interesse não só para os Angolanos, os seus vizinhos e investidores, mas para a comunidade internacional em geral, incluindo os Estados Unidos, que em finais do mês passado encetou negociações com uma delegação do governo Angolano para a reactivação do Acordo Quadro de Comércio e Investimento rubricado entre os dois países, em 2009.