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27/10/2011: Ministro das Relações Exteriores defende importância da zona de conservação Okavango-Zambeze

Ministro das Relações Exteriores defende importância da zona de conservação Okavango-Zambeze
 
Luanda – O ministro das Relações Exteriores, Georges Chicoti, defendeu em Luanda, a importância do tratado sobre o estabelecimento da zona de conservação Okavango –Zambeze.
 
Falando perante os deputados, que aprovaram por unanimidade o tratado, disse que esta é uma área extremamente importante na qual os estados membros (Angola, Namíbia, Botswana, Zâmbia e Zimbabwe) pretendem partilhar determinados objectivos, tornando-a uma zona de atracção para o mundo.
 
Georges Chicoti disse que a criação desta área de conservação é resultado de um período longo de negociação entre estes países, conscientes do potencial e património que a mesma representa, particularmente nas áreas da fauna e flora.
 
“Dai que tomaram a consciência da necessidade de se criar uma zona de conservação que pudesse abranger todos e com uma gestão comum deste património importante”, acrescentou.
 
Realçou o facto de os países membros deste tratado serem igualmente membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), no quadro da qual teve início esta negociação.
 
Explicou ainda que todos eles têm como interesse comum ver um desenvolvimento sustentável nesta área, a protecção do ambiente, trocas comerciais entre os países, desenvolvimento do turismo, assim como todos os recursos partilháveis entre os países membros.
 
Disse que os cinco países são também consignatários de vários tratados ou convenções internacionais sobre a biosfera, conservação de terras húmidas, entre outros tratados importantes, que contribuem para a conservação do ecossistema.
 
“Conscientes desta realidade os países decidiram, em comum, juntar os seus esforços para que pudessem fazer uma gestão conjunta deste património importante que eles possuem”, argumentou.
 
O tratado possui 34 artigos, entre os quais destacou o artigo segundo, que estabelece o estatuto jurídico da área transfronteiriça de conservação, bem como o quarto, relacionado com a delimitação geográfica e o sexto sobre a definição dos objectivos essenciais do mesmo.