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25/03/2014: Presidente da CIRGL pede medidas para neutralizar forças negativas na RDC

Presidente da CIRGL pede medidas para neutralizar forças negativas na RDC

Luanda - O Presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), José Eduardo dos Santos, disse, hoje, terça-feira, em Luanda, que se aprofunde o estudo das medidas para neutralizar as forças negativas que ainda subsistem na República Democrática do Congo (RDC).

O também Presidente de Angola discursava na abertura da mini cimeira de Chefes de Estado e de Governo convocada para analisar, entre outras questões, a situação na RDC.

"Não obstante à evolução positiva que se registou nos últimos tempos, estamos preocupados com informações sobre a ocorrência de acontecimentos negativos no leste da RDC", disse, adiantando que estes acontecimentos devem ser colocados sob controlo das autoridades competentes,  para o seu saneamento urgente,  a fim de se evitar que se constituam numa ameaça à estabilidade da região, pondo em causa todo o processo de normalização política, institucional, económica e social em curso.

José Eduardo dos Santos referiu-se directamente aos grupos da ADF e da FDRL e a necessidade de se empreender acções multidisciplinares no plano político, social e militar, quando for imprescindível, para se alcançar a paz plena e definitiva.

"Não podemos permitir que grupos rebeldes, sem qualquer base social de sustentação e violando os princípios democráticos, continuem a por em causa o Estado de Direito e a integridade das fronteiras nacionais, a desestabilizar a vida económica e social, a manter populações como reféns das sua práticas ilegais e criminosas" - alertou José Eduardo dos Santos.

Aconselhou tais grupos a aproveitar a abertura política e a oportunidade de diálogo que lhes é oferecida pelo governo para aderir e participarem no amplo processo de paz e de integração política e social em curso.

Apelou à consolidação no continente africano da consciência de que as guerras não servem para resolver os problemas que afectam os nossos povos.  Antes pelo contrário, as guerras só servem para os agravar e para criar traumas e ressentimentos que levam muito tempo a superar.

"Os caminhos que devemos trilhar para ultrapassar as contradições existentes são os da paz, unidade nacional,  reconciliação, do direito a diferença, da inclusão social e política, da justiça social e da participação no desenvolvimento", sublinhou.

Considerou serem estas as vias que podem conduzir as partes ao término das crises e conflitos, a normalização da situação em todos os países da Região dos Grandes Lagos.

Exprimiu apreço aos seus homólogos pelo empenho e dedicação que consagram a erradicação das causas que estão na base de todos os conflitos, a fim de se garantir uma paz regional duradoura.

O Presidente José Eduardo considerou a paz e a segurança dos Estados e dos povos como um compromisso cuja materialização é inadiável e que os países da região devem garantir o respeito e a plena salvaguarda dos direitos do homem,  reforçar os laços de boa vizinhança e não permitir que os seus territórios sejam utilizados para a realização de acções hostis contra outros Estados.

Devemos reforçar a cooperação multiforme entre os países da região na base da amizade e da solidariedade entre os respectivos povos.