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09/03/2014: Deputados consideram pertinente debate sobre ensino

Deputados consideram pertinente debate sobre ensino

Luanda - O debate sobre "As Políticas Nacionais de Ensino e de Formação de Quadros", agendado na semana passada para o próximo dia 20 de Março, mereceu aprovação das cinco forças representadas no Parlamento, que consideram pertinente o tema proposto pelo MPLA.

Em declarações à imprensa, no final da 7ª Conferência dos Líderes Parlamentares da Assembleia Nacional, o presidente da bancada do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, disse tratar-se de um tema de interesse nacional.

Segundo o parlamentar, é um assunto transversal e do interesse de todas as forças políticas, que resulta do facto de Angola estar a crescer e precisar de quadros à altura para assegurar o seu desenvolvimento.

"Angola está a desenvolver-se, num processo pujante de reconstrução nacional, e temos que saber com que quadros contar para a gestão no médio e longo prazo dos investimentos que o país está a fazer", referiu.

Para o deputado, mais do que desenvolver e produzir as riquezas naturais e minerais, como óleo, diamantes, petróleo, água, Angola precisa de um capital humano à altura do seu projecto de desenvolvimento.

"Nenhum país tem hoje sucesso no seu desenvolvimento, sem que tivesse investido na formação de quadros. Nós temos também que tratar desta matéria e discutir as políticas públicas existentes", acrescentou.

Do ponto de vista de Virgílio de Fontes Pereira, é importante que o país discuta, em debates como este, sobre a perspectiva de edificação de um capital humano forte, robusto e à altura dos desafios.

Disse esperar no dia 20 uma postura construtiva dos deputados de todas as bancadas, evitando-se críticas infundadas para atingir a bancada proponente do tema, como diz ter ocorrido no primeiro debate.

"No primeiro debate ficou um pouco a ideia de que quem propôs tinha a ideia de atingir o governo; o MPLA. Queremos ir para temas que tenham interesse nacional e possam ajudar a todos, de modo convergente, a abordar e sistematizar soluções para aquilo que é uma necessidade nacional", disse.

Na mesa senda, o presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE, André Mendes de Carvalho "Miau", referiu que discutir sobre o ensino e formação de quadros é uma temática pertinente e a sua força política apoia sem reservas.

"Nós, sempre que houver na mesa assuntos positivos, estamos para apoiar, porque somos angolanos, vivemos aqui e queremos o bem desta terra", expressou.

O deputado sublinhou que sempre que se opõem à aprovação de um tema para debate ou proposta de lei é porque as consideram injustas.

"Se contrariarmos é porque de facto aquilo que nos estão a propor é injusto. Quando nos propuserem coisas que são justas e cabíveis, nós estamos aqui para apoiar. Apoiamos este debate", rematou.

Por sua vez, Benedito Daniel, líder da bancada do PRS, disse que a problemática proposta pelo MPLA, para o debate, é uma "questão do dia" e merece ser acolhida por todas as forças.

No seu entender, Angola "tem uma educação enferma" e é importante contrapor esta realidade, buscando caminhos e políticas viáveis para tal.

"Temos que ter um ensino de qualidade e para isso temos que procurar os caminhos que nos possam conduzir, pensando nas políticas que imperam no país. Para isso, devemos ver quais são as formas que temos de promover para banir a corrupção no ensino", sugeriu.

Já o deputado Lucas Ngonda, líder da bancada parlamentar da FNLA, considerou que o tema proposto para o debate é de suma importância, porquanto o ensino em Angola "carece de revisão profunda".

"Se queremos ter um país capaz, não podemos continuar a importar quadros. Vivemos em Angola uma situação caricata, com muitos quadros que vêm de fora, muitas vezes menos competentes que os angolanos", declarou.

Para si, é importante valorizar o ensino, para poder criar-se uma Angola capaz de resolver os seus problemas, com os seus cientistas.

"Estamos a assistir hoje em Angola mais economistas e homens formados em direito e letras. Os engenheiros, físicos onde estão? O ensino é um debate pertinente, que pensamos deve ter lugar. Por isso apoiamos", rematou.