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02/02/2014: Etiópia: Angola defenderá no Conselho de Segurança multilateralismo na resolução de problemas universais

Etiópia: Angola defenderá no Conselho de Segurança multilateralismo na resolução de problemas universais

Addis Abeba (Dos enviados especiais) - A República de Angola se propõe a defender, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o multilateralismo na resolução dos problemas universais (...) com base no reconhecimento dos legítimos interesses de todas as partes e na sua concertação para soluções.

A pretensão consta de uma cartilha da campanha para a eleição de Angola a membro não permanente do Conselho de Segurança para o período 2015/2016, distribuída a margem da XXII cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, que decorre de 30 a 31 de Janeiro, em Addis Abeba, capital da Etiópia.

Baseada na sua história como Nação, Angola considera a paz e segurança premissas fundamentais para o desenvolvimento, a democracia e promoção e respeito dos direitos humanos.

Promete intensificar esforços para um Conselho de Segurança mais eficiente e equilibrado no âmbito do processo de reforma.

Espera continuar a promover o diálogo entre civilizações como elemento essencial para a cultura da paz, respeito pela diferença entre os povos e prevenção de conflitos.

Os angolanos no Conselho de Segurança contam contribuir para a identificação das causas dos conflitos e reduzir o espectro da violência, através da diplomacia preventiva.

Se propõe ainda a promover a agenda africana e contribuir para a realização da paz e segurança no continente e noutras partes do mundo.

O Estado promete continuar a apoiar o trabalho das Nações Unidas e as iniciativas das organizações regionais no continente no combate ao crime organizado e transnacionais e terrorismo internacional,reforçando os mecanismos internacionais para prevenção e mediação de conflitos.

Na brochura de campanha em português, inglês e francês,  Angola evoca a experiência de trabalho e colaboração com o Conselho de Segurança na procura de soluções negociadas e sustentáveis para a resolução de conflitos.

O membro da África Austral vai defender que a resolução de conflito seja feita através do diálogo franco e aberto, como forma de alcançar o consenso.

Se propõe também a oferecer uma voz regional, forte e credível, que pode contribuir para que o Conselho de Segurança coopere mais estreitamente com as organizações regionais.

Angola se apresenta também para a esta campanha como "um factor de paz e liberdade, na defesa dos seus interesses estratégicos nacionais e nas relações entre povos e nações, baseadas na dignidade e respeito da identidade de cada um.

O Estado angolano já foi membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU no período 2003/2004 e a actual candidatura é apresentada num momento em que o país vive um ambiente de paz, estabilidade, decorrente do processo de reconciliação nacional, cuja experiência se propõe partilhar.

O país tem contribuído, como parceiro credível da ONU, para o seu orçamento regular em tempo, fazendo, simultaneamente contribuições para as várias agências especializadas da Organização.

Na capa da cartilha está estampada a bandeira de Angola, com o lema "paz, segurança, estabilidade e desenvolvimento".

De seguida se lê a citação de um dos discursos do Presidente da República de Angola, José Eduardo do Santos, segundo a qual "a paz e a segurança são condições essenciais para o desenvolvimento da democracia e a promoção dos direitos humanos".