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20/01/2014: Complexidade das relações internacionais exige de Angola uma diplomacia mais actuante

Complexidade das relações internacionais exige de Angola uma diplomacia mais actuante

Luanda - A Complexidade das relações internacionais exige de Angola uma diplomacia mais actuante para a defesa dos seus interesses nacionais, incluindo no acompanhamento cuidado do surgimento de focos de guerra no Mundo.

Esta afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoti, quando discursava na abertura da V Reunião de Embaixadores que hoje, segunda-feira, decorre em Luanda.

Este mesmo evento tem como objectivo analisar a actividade do Mirex ao longo do ano
de 2013 e perspectivar novas acções, além de uma reflexão sobre a rede diplomática
de Angola no Mundo, com particular incidência em África, entre outros.

Para o ministro Georges Chikoti, em África, por exemplo, nos últimos anos está-se
a viver situações de conflito em certas regiões que começaram a pôr em causa a
própria noção clássica do Estado, quando se olha aos casos da Líbia, do Egipto,
Mali, República Federativa da Nigéria e da Somália.

A recorrência do uso de golpes de estado para impor agendas políticas de fins inconfessos e as dificuldades provocadas no processo da resolução das crises criadas constituem motivos de preocupação, uma vez que estão a desafiar princípios fundamentais de paz e segurança, defendidos pela União Africana e pela Organização das Nações Unidas, às quais grande parte dos estados aderiu.

Disse que Angola considera a paz e a segurança premissas fundamentais para que qualquer nação possa realizar plenamente o seu potencial, em termos de desenvolvimento, democracia e promoção dos direitos humanos.

Segundo o ministro, a política externa angolana defende relações de boa vizinhança baseadas em princípios de respeito da soberania, da igualdade, da integridade territorial dos Estados dentro de uma cooperação reciprocamente vantajosos.

No seu discurso, referiu que, como parte da agenda estratégica do Executivo angolano e no cumprimento das suas responsabilidades para a consecução dos objectivos do Programa Nacional de Desenvolvimento para 2013-2017, o Ministério das Relações Exteriores desenvolveu várias acções durante o ano de 2013, como o estabelecimento e aprofundamento da cooperação com os demais países, tendo como prioridade os países limítrofes e as regiões Central e Austral de África.

Com isso, referiu, trabalhou-se para a inserção da República de Angola em organizações
e instituições internacionais, cujos objectivos coadunam com os seus interesses nacionais, delineando e estabelecendo parcerias nos domínios político económico e social, tendo em conta a reciprocidade de vantagens mútuas.

De igual modo, visou desenvolver acções e todos os sectores susceptíveis de promover a imagem de Angola além fronteiras.

Neste encontro, que reúne os embaixadores e chefes de missões consulares angolanas, estará em análise e discussão a implementação das recomendações saídas da IV Reunião de embaixadores.

Será ainda abordado o Desenvolvimento Geopolítico e Posicionamento de Angola na arena política internacional, Prioridade estratégica da política externa angolana para o período 2014-2017, a Candidatura de Angola como membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Estratégia para o melhoramento da imagem de Angola no exterior do país e Apreciação sobre o fenómeno religioso em Angola.

Fazem parte dos oradores figuras como o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, o secretário-geral do Mirex, Eduardo Beny, Manuel Rabelais (GRECIMA), Manuel Fernando (Mincult), Oliveira Sango (SIE), Eduardo Octávio (SINSE), entre outros.

A sessão de abertura contou com a presença de membros do Governo, parlamentares, entre outros convidados.