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12/01/2014: País atribui particular importância às questões ligadas à paz e segurança internacionais

País atribui particular importância às questões ligadas à paz e segurança internacionais

Luanda - Angola atribui particular importância às questões ligadas à paz e à segurança internacionais, particularmente em África, disse hoje, domingo, em Luanda, o director para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores (Mirex), Joaquim do Espírito Santo.

Falando na abertura do encontro de coordenadores nacionais da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), o embaixador Joaquim do Espírito Santo disse que, neste contexto, Angola vai continuar a cumprir as suas obrigações e assumir as suas responsabilidades no quadro da região dos Grandes Lagos.

Referiu que, sendo assim, o país continuará a transmitir as suas experiências de paz e estabilidade política e promover  a cooperação entre os países da região, essencial para a manutenção da paz e estabilidade regional.

De acordo com o embaixador, apesar de numerosas iniciativas e de acordos assinados visando por termo às guerras , ainda não foi encontrada uma solução global para a estabilização na região dos Grandes Lagos e importantes desafios continuam a colocar-se à região e ao continente de uma forma geral.

"A paz e a segurança continuam a ameaçadas, quer pela prevalência de conflitos armados, como pelas acções armadas desencadeadas de maneira sistemática ou esporádica contra alguns países", acrescentou.

Referiu igualmente que estes conflitos têm causado a morte de dezena de milhares de pessoas, na sua maioria civis, que têm feito milhões de deslocados.

Por este motivo, disse que o governo da República de Angola manifesta a sua solidariedade ao povo da República Centro Africana e deplora ao agravamento da situação humanitária, como consequência da crise que prevalecesse neste país, cuja estabilidade prolongada conduz ao colapso de serviços sociais básicos e a destruição da actividade económica , provocando um grande número de mortes por subnutrição, falta de  acesso a cuidados básicos de saúde e de oportunidades de subsistência.

Em relação ao Sudão do Sul, referiu que o país acompanha com preocupação a crise política interna, que já resultou na morte de centenas de civis, expressamos a nossa solidariedade ao povo e ao governo deste país, bem como aos familiares das vítima.

A República de Angola repudia violência como forma de dirimir disputas, só a busca de soluções pacificas por meio do diálogo e a concertação pode garantir a segurança da população civil e a estabilidade política.

As conversações directas em curso em Addis Abeba (Etiópia) podem constituir uma janela de esperança propiciadas pelos esforços diplomáticos regionais e internacionais.  "Saudamos os recentes acordos de paz alcançados em Dezembro de 2013 em Nairobi (Kenya), entre o Governo da RDC e os rebeldes do M23,

Como corolário de um longo processo sob a facilitação do presidente da República do Uganda, Yoweri Musseveni".

"Esta conquista vem demonstrar que é sempre necessário uma solução política para a resolução definitiva dos conflitos", acrescentou.

Para o embaixador Joaquim do Espírito Santo, considerando que a situação ainda é volúvel, apelou aos países da região a continuarem a apoiar o processo de estabilização deste país.

Neste sentido, a paz e a estabilidade da RDC podem significar um progresso para a região dos Grandes Lagos e às zonas centrais e austral, bem como para a União Africana.

Disse ainda que o desejo de paz, sentido de justiça, respeito pela dignidade da pessoa, a cooperação e a assistência humanitária são expressões das justas aspirações dos povos  e constitui os ideais que deveriam conduzir as relações internacionais.