News & Announcements

10/12/2013: França: Cimeira sobre Paz e segurança em África foi positiva

França: Cimeira sobre Paz e segurança em Ãfrica foi positiva

Paris ( Do enviado especial ) - O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, disse que apesar de ter havido muitas observações diferentes, a Conferência Élysée pela Paz e Segurança em África foi positiva, pois todos intervenientes manifestaram o interesse de haver estabilidade no continente africano.

Ao fazer um balanço dos dois dias de trabalho (6-a7), o ministro disse que a conferência foi boa.

“Mesmo que tivesse havido muitos pontos diferentes, no fim chegamos a um interesse muito importante para todos, é que todos querem a paz e estabilidade para África” - explicou.


Realçou o engajamento da França relativamente ao caso do Mali e, agora também, na questão da República Centro Africana, sob beneplácito da resolução 21/27 do Conselho de Segurança da ONU.

“(…) quer dizer que agora vamos já numa fase de mobilizar forças para a República Centro Africana. A França já tem parte do seu exército ali” – sustentou, Georges Chikoti, explicando ter havido consultas, para que outros países também possam se engajar.

“Então vai ser uma coordenação entre a França e África para trazer a paz à República Centro Africana” - finalizou

Por sua vez, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, destacou que a conferência foi útil tendo em conta os temas principais à volta da segurança e paz, economia e desenvolvimento, assim como das alterações climáticas

No encerramento dos trabalhos, durante uma conferência de imprensa, o presidente da França, François  Hollande, confessou ter tido medo que fosse questionado da demora do seu país mandar efectivos militares para intervir na RCA.

O presidente gaulês respondia à questão sobre as razões que levaram a França a intervir na República Centro  Africana.

Para mim, o problema não é o motivo pelo qual a França interveio na RCA, mas porque razão demorou tanto a mandar tropas para aquele país - argumentou.

O Presidente François Hollande apegou-se a esta questão porque, na sua óptica, o atraso da intervenção originou o caos naquele país africano, reflectido em mortes