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21/11/2013: Província de Malanje quer produzir algodão

Província de Malanje quer produzir algodão

Luanda - O governo da província de Malange está a trabalhar na possibilidade de iniciar em Fevereiro de 2014 a produção de algodão na área de Cacuso, considerou em Luanda o governador provincial, Norberto dos Santos.

Norberto dos Santos que fez esta afirmação à margem da Primeira Conferência Nacional da Indústria, disse que para além desta iniciativa, o governo provincial tem como metas para 2014, o relançamento de tudo o que era produzido anteriormente naquela região, de modo a tornar a província no celeiro do país.

Informou que no domínio agro-industrial, a província através da fazenda Biocom está a produzir a cana-de-açúcar que vai transformar em açúcar e energia eléctrica. A empresa Gesterra, disse, está a produzir feijão e milho que serão igualmente transformados.

O governador referiu que não basta apenas plantar citrinos ou outros produtos, sem estes serem acompanhados de uma componente industrial. Em Malange, referiu “há muita madeira e é muito triste quando ainda se continua gastar milhões de dólares na importação de carteiras escolares”.

“Malange é uma cidade fértil para a agricultura, daí a nossa atenção principal. O governo provincial está a dar uma atenção especial a produção de arroz e estamos a preparar as condições para tornar a província produtora de cereais e oleaginosas. Isto vai durar ainda algum tempo”, sublinhou o governador.

Entretanto, na ocasião, a governadora da província da Lunda Sul, Cândida Narciso referiu que falar da indústria na região representa um grande desafio que se pretende atingir.

“A Lunda Sul é eminentemente agrícola e efectivando-se a agricultura estarão abertas às vias para a industrialização da nossa província. A indústria mineira é um grande potencial na medida em que temos na região a Sociedade Mineira de Catoca”, referiu Cândida Narciso.

"A Lunda Sul neste domínio já tem o seu lugar no contexto do país", disse.

A governadora sublinhou que existe na província uma ligeira indústria ligada a alimentação, mas que, indústria no seu verdadeiro sentido não existe.

“Portanto, há todo um desafio e um esforça está ser feito no sentido de termos o nosso pólo industrial e podermos também falar em indústria intermédia e pesada”, pontualizou.