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16/11/2013: General Sachipengo Nunda realça importância de se manter intactos pilares que constituem as FAA

General Sachipengo Nunda realça importância de se manter intactos pilares que constituem as FAA

O Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de exército Geraldo Sachipengo Nunda, realçou hoje, sábado, em Luanda, a importância de se manterem intactos os pilares constitutivos desta instituição.

O general Sachipengo Nunda fez esta afirmação quando falava numa cerimónia de recepção  dos militares angolanos que participaram do exercício conjunto das forças especiais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e que contou com a presença de oficiais generais dos três ramos da FAA, oficiais superiores, entre outros convidados.

Referiu que as forças armadas angolanas são um mosaico, composto por três ramos e com  diversos níveis de hierarquia, vários  tipos de unidades, mas que orientam-se pelos mesmos pilares.

“Toda a nossa organização se orienta pelos mesmos pilares, se sustenta pelos mesmos pilares e estes pilares são a hierarquia, disciplina e o comando”, disse o Chefe do Estado Maior General das FAA.

Neste sentido, defende que se trabalhe para que nenhum destes pilares se quebre e as FAA continue a ser esta força honrada, que se inspira na política no nosso país para poder realizar  feitos que nos diferenciam dos outros.

Para o general, os pilares são importantes porque se um deles quebrar-se o edifício já não fica em pé, por este facto a importância dos três pilares.

Realçou igualmente que, tão importante como estes estão os valores das FAA , porque “quando se está a tratar com forças especiais é muito importante fazer referência àquilo que é o mais importantes  depois dos pilares, que são os valores , como a lealdade à Constituição da República, ao Comandante em Chefe, às FAA, a  unidade, ao cumprimento das nossas missões, aos superiores hierárquicos e  mesmo  aos nossos subordinados”.

De acordo com o General Sachipengo Nunda, os valores são importantes porque criam um ambiente em que todos  podem viver, num ambiente onde não existem valores há a desconfiança, não há cooperação, não há entusiasmo, mata-se a iniciativa .

Por outro lado, salientou que, quando foi tomada a iniciativa do curso avançado de forças especiais pensava-se nos desafios que se colocavam aos estados na era actual, por isso, “solicitamos a autorização do nosso Comandante-em-Chefe para podermos acrescentar às forças especiais , os comandos e às operações especiais, um curso avançado de forças especiais.

Na sua intervenção, louvou os participantes ao exercício conjunto de forças especiais da SADC pelo cumprimento com  êxito da missão a estes confiada.

“Quando  despedimos os camaradas na base aérea de Luanda estávamos certos de que iriam cumprir bem a missão e tivemos a grande honra de sermos bem representados e que todas as referências que nos recebemos são boa”, concluiu.

As forças especiais dos países membros da SADC tem vindo a levar a cabo acções que visam criar e manter fortes as intenções de garantir a interoperabilidade das  forças especiais e gerar reflexos para a doutrina empregue  no âmbito da constituição de uma força conjunta multinacional na região que possa ter capacidade  de corresponder às necessidades de intervenção  em todo tipo de conflitos ou calamidades naturais.

Neste quadro tem vindo a realizar vários tipos de actividades  como fóruns, seminários, exercícios conjuntos e outros em que as forças especiais das FAA têm vindo a participar.

Assim no período, de  8 de Setembro a 14 de Outubro do ano em curso, realizou-se na República da Namíbia , na região de Walvis Bay, o exercício conjunto das forças especiais da SADC, envolvendo 65 militares angolanos, de um total de 705, com participações da África do Sul, Malawi, Zâmbia, Tanzânia,  Zimbabwe e Namíbia.

Durante a cerimónia, os militares angolanos receberam igualmente certificados e alguns estímulos pela sua participação.