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28/05/2012: Mortalidade materna em Angola reduzida a 450 por cada 100 mil nados vivos

Mortalidade materna em Angola reduzida a 450 por cada 100 mil nados vivos

Luanda - A mortalidade materna em Angola reduziu de 610, por cada 100 mil nados vivos, para cerca de 450, por cada 100 mil,  de acordo com a actual estimativa conjunta das Nações Unidas e do Banco Mundial divulgada este
ano.

A informação é de Evelize Frestas, vice-ministra da Saúde, quando procedia à abertura do seminário sobre as principais causas da mortalidade materna em Angola, em acto que marca as comemorações do dia de Acção
Internacional da Saúde da Mulher, que se comemorou ontem segunda-feira, dia 28 de Maio de 2012.

De acordo com a responsável, em Angola, devido ao conflito armado, e consequente desestruturação dos serviços de saúde, o número de mortes maternas atingiu os mil e 400 por cada 100 mil nados vivos.

Em 2010, fruto do empenho do Executivo angolano, em proporcionar o bem-estar às populações, constatou-se uma redução para 610 por cada 100 mil nados vivos.

Esta evolução muito animadora resulta do clima de paz estabelecida desde 2002 e das políticas públicas fomentadas pelo Executivo", sublinhou.

De acordo com Evelize Frestas, até 2015 deve-se continuar a reduzir a mortalidade materna para um valor entre 250 a 400, o que significa que precisa-se garantir de forma sustentável a capacidade técnica e financeira dos
esforços em prol da saúde das mulheres.

Em Angola, cerca de dois terços da mortalidade materna deve-se a causas directas, ou seja, decorrentes da própria gravidez, enquanto as restantes mortes resultam de doenças como a malária, embora nos últimos anos
esteja a diminuir.

As principais causas de morte são as hemorragias, seguidas das toxemias, infecções, abortos e roturas uterinas.

No mundo, mais de um milhão de mulheres morrem a cada ano por causas relacionadas à gravidez ou ao parto, sendo mais arriscado a jovens entre 15 e 19 anos de idade.

A taxa de mortalidade nessa faixa etária é duas vezes maior que a das mulheres entre 20 e 24 anos, o que significa que é preciso dedicar uma maior atenção às jovens e adolescentes.

A OMS considera aceitável a taxa de 20 mortes maternas por cada 100 mil nascidos vivos.